1) Porque foi criada a placa preta?
Devido ao rigor do novo Código Brasileiro de Trânsito de 23/9/1.997 (Lei 9.503 ), os Antigomobilistasnão poderiam continuar rodando com sua relíquias, pois a nova legislação exigiria enormes modificações e adaptações em seus veículos que os descaracterizariam por completo. Afinal veículosconstruídos à mais de 30 anos, jamais conseguiriam se adaptar às novas exigências postas em prática. Por isso todos os esforços foram feitos para se conseguir uma legislação específica para os carros de coleção. ( Resolução 56 e 127 do Contran ). A categoria “ De coleção ” foi instituída e as placas que a identificam são de fundo preto e caracteres na cor cinza.
2) Como foi criada?
A “Placa Preta” foi criada à partir da publicação da Resolução 56 do Contran em 21 de Maio de 1.998 e que foi conseguida após intenso trabalho e inúmeros requerimentos junto à diversas autoridades: CONTRAN, Ministério da Justiça e dos Transportes, Presidente Itamar Franco e pelo antigomobilista de Brasília Dr. Roberto Nasser, que desde 1.985 propôs aos Ministros da Justiça e Transporte a criação de uma legislação própria para veículos antigos. O Dr. Roberto Nasser também foi o responsável pela publicação da Portaria nº 28 de 26/11/1.998 que revogou os parágrafos do artigo 1° da Portaria n° 3 do DENATRAN de 08/6/1.998 que dava exclusividade à Federação Brasileira de Veículos Antigos em conceder os “Certificados de Originalidade ”. Com a publicação da Portaria n° 28, impediu-se a criação de uma entidade intermediária entre o CONTRAN e os Clubes de Automóveis Antigos.
3) Como conseguir a placa preta?
Em conformidade com as Portarias de n° 56 e 127 do CONTRAN, qualquer Clube de Carros Antigos, ou seja, sem fins lucrativos, poderá emitir os “Certificados de Originalidade”, após ser devidamente credenciado por uma Portaria do DENATRAN. Portanto o colecionador que queira certificar seu veículo deve:
1) Ser proprietário de veiculo com mais de 30 anos de fabricação.
2) Filiar-se à algum Clube de Veículos Antigos.
3) Submeter o veículo a uma vistoria pela comissão técnica deste Clube.
4) Conseguir obter nesta vistoria uma pontuação igual ou superior à 80% de originalidade.
5) Assinar Termo de Responsabilidade
Documentação:
Cópia simples do RG ( Identidade )
Cópia simples do DUT ( Documento do veículo )
6 fotografias do veículo ( Frente, traseira, lateral direita, lateral esquerda, motor e painel )
4) Quais as vantagens de ter a placa preta?
Os automóveis antigos que estiverem lacrados com Placa Preta, gozarão das seguintes vantagens:
-Dispensa da Inspeção Veicular
-Dispensa do uso de equipamentos obrigatórios homologados posteriormente à fabricação do veículo, ou seja, o veículo deverá manter apenas aqueles itens obrigatórios originais do veículo.
-Livre trânsito em todo o Território Nacional.
-Classificação do veículo como “ Veículo de coleção ”, em reconhecimento ao seu valor histórico.
5) Quanto custa o processo para obter o certificado?
No Clube do Fordinho, todo o processo para a expedição do Certificado de Originalidade para o associado, custa apenas R$ 80,00 ( oitenta reais ). Cobramos uma das menores taxas em todo o Brasil, simplesmente porque consideramos a “ Placa Preta ” um enorme incentivo para que os colecionadores executem boas restaurações, ou que conservem as características originais de seus veículos antigos. Para nós a Placa Preta não é, em hipótese alguma, uma forma de obtenção de lucros e sim um serviço prestado ao antigomobilismo.
6) O Clube do Fordinho é autorizado a fornecer o certificado de originalidade?
O Clube do Fordinho está devidamente credenciado conforme portaria abaixo:
PORTARIA Nº 71 DE 21 DE AGOSTO DE 2006
O DIRETOR DO DEPARTAMENTO NACIONAL DE TRÂNSITO - DENATRAN, no uso da competência que lhe foi atribuída pela Resolução nº 56, de 21 de maio de 1998, do CONTRAN e tendo em vista o contido no processo nº 80001.014018/2006-11, resolve:
Art. 1º Credenciar o CLUBE DO FORDINHO, CNPJ nº 53.632.501/0001-57, com sede na Rua Vasconcelos Drumond, 122 - Ipiranga-S. Paulo - SP, CEP: 01548-000, para examinar a originalidade de veículos antigos de coleção e expedir Certificado de Originalidade, nos termos da Resolução nº 56, de 21 de maio de 1998, do CONTRAN, com a alteração dada pela Resolução nº 127, de 06 de agosto de 2001, do CONTRAN.
Art. 2º O CLUBE DO FORDINHO deverá enviar anualmente ao DENATRAN o controle de emissão dos Certificados de Originalidade.
Art. 3º Esta Portaria entra em vigor na data de sua publicação.
ALFREDO PERES DA SILVA
7) Quais clubes ou entidades são autorizadas à fornecer o certificado de originalidade?
Nome / Portaria Denatran
Fundação Memória do Transporte Nº 29/98
Federação Brasileira de Veículos Antigos Nº 03/98
Clube de Collecionadores de Vehiculos Antigos-Curityba Nº 49/98
Jeep Clube do Brasil Nº 16/99
Clube do Carro Antigo de Londrina – CCAL Nº 190/99
Associação de Veículos de Santa Maria Nº 06/00
Auto-Union DKW Club do Brasil Nº 15/00
Clube do Fordinho - PR Nº 27/00
Antigo Auto Clube de Rio Claro Nº 28/00
Clube de Automóveis Antigos e Especiais de Mogi Guaçu-SP Nº 68/00
Clube de Antiguidades Automotivas de Volta Redonda Nº 18/01
Associação de Veículos Antigos de Juiz de Fora Nº 19/01
Esplendor Clube do Carro Antigo de Bebedouro Nº 25/01
Imperial Jeep Club – IJC Nº 26/01
Clube do Veículo Antigo de Goiás Nº 27/01
Fusca Clube do Brasil Nº 22/02
Faixa Branca Clube dos Carros Antigos de Ribeirão Preto Nº 08/03
Dodge Clube de Curitiba Nº 13/03
Veteran Car Club de Joinville - VCJ Nº 01/04
BMW Clube do Brasil Nº 14/04
BMW Car Clube do Brasil Nº 29/04
Associação Avaré de Antigomobilismo Nº 24/05
Associação KGC de Carros Clássicos N° 47/05
Antigos Auto Clube de São Paulo Nº 67/05
Clube do Sedan e Autos Antigos do Sul de Minas Nº 43/06
Clube do Fordinho - Brasil Nº 71/06
Clube dos Admiradores de Veículos Antigos do Espírito Santo - CLAVA Nº 80/06
Veteran Car Club De Florianópolis Nº 07/07
Clube do Ford V8 do Brasil Nº 08/07
Antigomobilismo Memória e Patrimônio Cultural - AMPC Nº 19/07
Veteran Car Club Do Brasil – Potiguar Nº 21/07
Kafer Clube da Grande Florianópolis Nº 22/07
Puma Club Brasil Nº 26/07
Jeep Clube Itajaí Nº 31/07
Clube de Carros Antigos de Mogi Das Cruzes Nº 41/07
Automóvel Motor Clube Nº 273/07
Clube de Carros Antigos do Rio Grande do Norte Nº 07/08
Puma Club do Brasil - Jundiaí Nº 104/08
Clube de Automóveis Antigos do Volks Nº 124/08
Clube do Antigomobilismo Ferrugem na Veia - São João da Boa Vista - SP Nº 106/09
Automóvel Clube de Umuarama – PR Nº 130/09
Clube de Automóveis Antigos de Santa Catarina - Joaçaba - SC Nº 131/09
Santa Fúria Clube De Carros Clássicos – Rio de Janeiro – RJ Nº 167/09
Clube de Veículos Antigos de Flores da Cunha – RS Nº 123/10
Associação de Carros Antigos da Fronteira - SC Nº 138/10
Associação dos Amigos de Carros Antigos de Dois Irmãos – RS Nº 147/10
Associação dos Carros Antigos de Alfenas - MG Nº 225/10
Veteran Car Club de Concórdia - SC Nº 226/10
Associação Lageana de Veículos Antigos – SC Nº 229/10
8) Como Credenciar um clube de carros antigos no Denatran?
O Clube do Fordinho, credenciado conforme Portaria 71/2006 do Denatran e somente com o intuito de prestar um serviço à toda comunidade antigomobilista, vem por meio desta oferecer aos Clubes amigos, todas as informações necessárias para a obtenção da Portaria que dará à eles o direito de vistoriar e emitir o “Certificado de Originalidade” para veículos antigos.
Conforme preconiza a Resolução Nº 56 de 21 de Maio de 1998 do CONTRAN, qualquer entidade sem fins lucrativos e instituída para a promoção e conservação de automóveis antigos e para a divulgação desta atividade cultural, de comprovada atuação nesse setor, poderá ser credenciada e reconhecida pelo DENATRAN, ficando desta forma apta à realizar vistorias e certificar a originalidade de veículos antigos.
Para tanto basta enviar um Requerimento ao Denatran (endereço abaixo) e anexar os seguintes documentos:
-Cópia autenticada do Estatuto Social do Clube, devidamente registrado em Cartório.
-Cópia autenticada da 1ª Reunião de Constituição do Clube
-Cópia autenticada da última Ata de Eleição, devidamente registrado em Cartório.
-Cópia do C.N.P.J.
Endereço para envio da documentação:
Ao
DENATRAN - DEPTO. NACIONAL DE TRÂNSITO.
Esplanada dos Ministérios - Bloco T, Anexo II - 5° andar.
Brasília - DF
CEP: 70064-900
OBS. Salientamos que não é obrigatório, nem necessário o Clube estar filiado à FBVA ou à qualquer outra entidade, conforme Portaria de Nº 28 de 26/11/1998 do Contran.
Após análise do Requerimento e da documentação, o Denatran expede a Portaria e a publica no Diário Oficial da União. Para consultar se a Portaria já foi expedida, entre no sitewww.denatran.gov.br/portarias.htm
9) Planilha de Pontuação
Este item fica absolutamente à critério de cada Clube. Tanto o modelo do impresso, quanto a pontuação de cada item do veículo à ser vistoriado.
Quanto ao “Certificado de Originalidade”
Este sim deve conter os itens indicados na Resolução de nº 56 do CONTRAN, porém a disposição dos mesmos fica à critério do Clube.
É interessante que os Certificados sejam numerados e impressos em pelo menos quatro vias (duas para o proprietário, uma para arquivo do Clube e uma para ser enviada ao Denatran).
Na Portaria à ser obtida pelo Clube existe a obrigatoriedade do envio anual do controle de emissão dos Certificados de Originalidade ao Denatran - Brasília.
10) Validade do Certificado
Esta não foi estabelecida pelo CONTRAN, portanto cada Clube a estabelece. (em média quatro anos). Finda a validade, o proprietário deverá submeter o veículo à nova avaliação por parte do Clube, sendo que, o processo e a documentação exigida, serão as mesmas da anterior.
11) Termo de responsabilidade
Para proteção do emitente do Certificado, mas não exigido por lei, é importante que o Clube faça com que o proprietário do veículo vistoriado assine um “Termo de Responsabilidade”, documento este que deverá conter os dados do veículo, comprometendo o proprietário à conservar as características do mesmo, exatamente conforme vistoria técnica, podendo modifica-las somente com a autorização prévia do Clube.
Temos certeza de que será uma grande realização, ter seu Clube de Veículos Antigos reconhecido e credenciado pelo DENATRAN, e desta forma, poder facilitar, agilizar e diminuir os custos do processo de obtenção da “Placa Preta” para seus associados.
12) Modelo de requerimento
( Papel timbrado do Clube )
Nome do Clube
Endereço completo
Cidade, Estado, UF
CEP, Telefone, E-mail
Ilmo Sr. Diretor do Departamento Nacional de Trânsito - Denatran.
O (Nome do Clube)......, pessoa jurídica, sem fins lucrativos, inscrito no CNPJ sob Nº.............instituído para a preservação, promoção e divulgação de automóveis antigos, de comprovada atuação no setor e tendo seus Estatutos e Atas registradas sob Nº................na data ......./......../........ no Cartório de Títulos e Documentos do ......... Ofício, vem respeitosamente solicitar à Vossa Senhoria o reconhecimento e credenciamento junto à este Órgão, para fins de poder realizar através de sua equipe técnica, vistoria e emissão do “Certificado de Originalidade”, conforme previsto na Resolução de Nº. 56 e 127 do CONTRAN.
Nestes termos,
Pede deferimento
Cidade, .dia/mês/ano
Assinatura____________________________
(Nome do Presidente)
Presidente do Clube
13) Modelo do certificado de originalidade
(Conforme anexo da resolução 127 de 06/08/2001 do CONTRAN )
Identificação da entidade (Clube), logomarca, endereço, etc..
Certificado de Originalidade Nº................
Certificamos que o veículo cujas características são abaixo descritas, tendo sido examinado, possui mais de 30 anos de fabricação; é mantido como objeto de coleção; ostenta valor histórico por suas características originais; mantêm em pleno funcionamento os equipamentos de segurança de sua fabricação, estando apto a ser licenciado como Veículo Antigo, pelo qual se expede o presente Certificado de Originalidade.
________________________________________________________________________
Veículo, Marca, Tipo, Modelo, Ano de fabricação, Placa atual.
________________________________________________________________________
Nome da Cidade, Sigla do Estado, data
________________________________________________________________________
Assinatura do responsável pela Certificação.
________________________________________________________________________
Nome por extenso
________________________________________________________________________
Qualificação junto à Entidade (Presidente)
________________________________________________________________________
Endereço e Telefone da Entidade
ATENÇÃO:
O Clube do Fordinho esclarece e desmistifica algumas aberrações que estão circulando no meioantigomobilístas de São Paulo e outras localidades e adverte aos amigos sobre determinadas "armadilhas " á que estão expostos, no que diz respeito a obtenção de Placas Pretas para o seus veículos antigos. Como recebemos centenas de telefonemas e e-mails todos os meses, com perguntas sobre este assunto, apresentamos abaixo as mais solicitadas e suas devidas respostas :
Pergunta - Carros com Placas Pretas só circulam nos fins de semana ?
Resposta - Absolutamente não! Carros com Placas Pretas podem circular livremente, como qualquer outro.
Pergunta - Despachantes podem fornecer a Placa Preta ?
Resposta - Não ! Sómente os Clubes de Carros Antigos, devidamente credenciados pelo Denatran, é que podem fazer as vistorias e expedir os Certificados de Originalidade para os veículos antigos.
Pergunta - Consegui a Placa Preta em um Clube de São Paulo e , mesmo assim, um Despachante me pediu o valor de R$ 1.500,00 p/dar andamento no processo dizendo que era " quebrar o galho do Detran " . Isto procede ?
Resposta - Não ! Isto é um absurdo ! Uma vez obtido o Certificado de Originalidade em um Clube credenciado, o proprietário pode se dirigir- se diretamente ao Detran para dar entrada no processo, que consiste na troca do Certificado de Propriedade, na encomenda do par de placas pretas e dalacração do carro. Caso deseja usar os serviços de Despachantes, deverá pagar a mais, somente os honorários do profissional que variam de R$ 80,00 a R$ 180,00 reais. A taxa para a troca de certificado é de R$ 126,43, a da lacração é de R$ 63,22, e um par de placas varia no valor de R$ 50,00 a R$ 90,00 , dependendo da cidade e do tipo de material.
Pergunta – Gostaria de comprar a Placa Preta para meu Impala. Quanto custa ?
Resposta - Placa Preta não se vende ! Você conquista o direito de usa-la em seu carro, se o mesmo tiver um mínimo 80% de originalidade e estiver em ótimo estado de conservação. No Clube do Fordinho, a primeira é gratuita e as demais custam r$ 80,00 cada.
Pergunta – Placa Preta tem validade ? O que preciso fazer quando vencer ?
Resposta - Em nosso Clube elas valem por 4 anos, porém, a validade depende do Clube onde você fizer a vistoria. Variam de 4 a 5 anos. Após este período o carro tem que passar por nova vistoria para constatar se ainda conserva a sua originalidade e bom estado de conservação.
Pergunta – O Clube do Fordinho só faz vistorias em automóveis da FORD ?
Resposta - Não. O Clube do Fordinho pode fazer vistorias em qualquer Marca e Modelo de carro , nacional ou estrangeiro. Temos uma Comissão Vistoriadora altamente capaz.
Pergunta – Depois de me associar ao Clube, qual a documentação necessária para conseguir a Placa Preta e quanto tempo leva o processo? É verdade que demora alguns meses ?
Resposta - Além da vistoria do carro, solicitamos: cópias simples do RG e CPF do proprietário e do documento do veículo. Também as fotos do carro. A vistoria é feita ás 4° Feiras a noite e se o carro for aprovado o " Certificado de Originalidade " é entregue em 7 dias.
Pergunta – Porque alguns Clubes só permitem a vistoria em carros de associados, sómente depois de 6 meses ou 1 ano de associação? Isso é alguma lei ou regra geral?
Resposta - Não, isto não é lei. Isto são normas estabelecidas por estes Clubes e desconhecemos os motivos para tal. No Clube do Fordinho isso não existe. Qualquer sócio tem direito de visitoriar quantos veículos possuir, logo após a filiação, sem sem nenhuma carência.
14) Manual do Avaliador
Para a correta avaliação de um automóvel antigo é necessário que o avaliador se atenha a alguns fatores que podem levar, ou não, a emissão de um Certificado de Originalidade (C.O.) ao referido veículo.
- AVALIAÇÃO -
1 – ITENS EXCLUDENTES – Impeditivos para a avaliação – Alguns itens descaracterizam a aparência do veículo e impedem sua avaliação, desclassificando-o para a obtenção da placa preta, conforme abaixo:
Ao constatar a existência “Itens Excludentes”, o avaliador deverá recusar-se a avaliar o veículo, automaticamente desclassificando-o. Futuramente você poderá tentar uma nova avaliação, mas desde que o item que o desclassificou seja corrigido.
• Qualquer modificação ou alteração na carroceria
Serão aceitas apenas modificações feitas por encarroçadoras, sob encomenda do fabricante, como por exemplo: Karmann-Ghia, Bertone e Brasinca. Na década de 40 a famosa encarroçadora alemã Hebmuller produzia Fuscas conversíveis sob encomenda da Volkswagen. Os carros saíam da linha de produção e eram encaminhados para que fossem realizadas as transformações. Hoje, além de considerada original, a versão Hebmuller Conversível do Fusca é uma peça de colecionador das mais valorizadas. As modificações a que se refere este artigo são aquelas em que são realizadas adaptações fora do padrão, como faróis ou lanternas de outras marcas, para choques diferentes, vidros maiores ou menores... Até mesmo a substituição de peças pelas de veículos da mesma marca, mas de anos diferentes são desclassificatórias.
• Pinturas extravagantes ou fora dos padrões de fábrica do veículo.
Serão aceitas, neste caso, cores opcionais de catálogo do fabricante, desde que da mesma época.
É considerada extravagante a cor que não faça parte do catálogo de cores da marca naquele ano de fabricação. Se você decidir, por exemplo, pintar um Chevrolet Opala 1970 com uma cor de catálogo da Chevrolet de 1978, este veículo será excluído da avaliação. Faixas, pinturas em dois tons ou pinturas metálicas que não façam parte do padrão de fábrica também desclassificam o veículo. O tom tem que ser o exato. Não vale, por exemplo, pintar de Branco Neve um automóvel que originalmente era Branco Lótus.
• Rebaixamento de suspensões.
O carro deve estar com a altura correta do solo, senão é desclassificação na certa.
• Motores e coletores de épocas diferentes ou de outras marcas
O motor poderá ser igual (se não for o original), porém com características estéticas originais. A cor do Motor também será excludente. Será aceito apenas o motor na cor original com ressalvas a diferenças de tonalidade do original. Um bom exemplo neste caso é o Fusca. Até 1966 era equipado com motor 1200 cc. A partir de 1967, passou a sair de fábrica com o 1300 cc. Portanto, é obrigatório que um Fusca fabricado em 1966 que seja avaliado, tenha o motor original de 1200 cc. Motores originais, mas pintados com cores extravagantes, ou com filtros de ar esportivos, cabos de vela coloridos de silicone ou coisas do gênero, também não são aceitos.
• Bancos individuais ou esportivos em carros de bancos inteiriços
Se o banco não for o mesmo da linha de produção do modelo, será considerado item excludente.
Os estofados devem corresponder ao padrão de formato, forração e cores de marca, modelo e ano de fabricação do veículo a ser avaliado.
• Rodas inadequadas – (tolerar opcionais de fábrica)
A mudança de aro e de tala será item excludente indiscutível. Exemplares exclusivos de um modelo especial serão aceitos apenas para o modelo especial em questão, como o Fusca 1600 S, que possuía rodas 14” e não 15” como dos outros modelos de Fusca. Rodas esportivas de época, como “gaúchas”, “cruz de malta” e etc... também excluem o automóvel da avaliação. Caso como as rodas do Ford Modelo A com a borda virada ou não, poderá ser aceito, mas os pontos da roda serão dados como zero.
• Carros muito originais porém mal conservados, pois fogem ao princípio básico de preservação e cuidado.
O veículo não precisa estar impecável. Pode haver um certo desgaste natural do tempo, sobretudo se o veículo nunca foi restaurado. Mas isso não significa “em mal estado de conservação”.
•Carros ainda em recuperação.
Não tente conseguir Placa Preta se seu automóvel ainda encontra-se em restauração. Seja paciente e espere que ele esteja totalmente pronto, mesmo porque, se não for desclassificado, com certeza perderá pontos preciosos, não conseguindo atingir os 80 pontos necessários.
• Ausência de equipamentos obrigatórios.
Pois a segurança ao rodar, preservando o seu patrimônio e a integridade de terceiros, deve ser regra básica entre os colecionadores. Automóveis sem extintor de incêndio, triângulo de sinalização e outros equipamentos exigidos pelo Denatran serão desclassificados. Porém, existem alguns itens de segurança de hoje que não são obrigatórios em veículos antigos. É o caso do retrovisor do lado direito e das luzes de marcha à ré.
• Réplicas
Não serão aceitas reproduções de outros modelos de épocas diferentes. Serão ponderadas réplicas fabricadas sob licença das fabricantes primárias. Um bom exemplo deste artigo são as réplicas de Porsche dos anos 50 e 60, muito difundidas no Brasil. Mas existem exceções. É o caso do MP Lafer. Apesar de ser uma réplica do MG, este carro não é assim considerado por apresentar características e detalhes que o diferem do inglês que o inspirou. Por isso é apto a pleitear o título de Veículo de Coleção.
• Adaptações a gás
Veículos adaptados ao sistema de GNV não serão aceitos, porém em casos como o gasogênio, este será considerado como acessório de época.
O gasogênio foi muito utilizado no Brasil durante a II Guerra Mundial, devido ao racionamento de gasolina. Consistia na instalação no veículo de um sistema que produzia gás a partir da queima de lenha ou carvão.
2 – AVALIAÇÃO
Procurar avaliar os automóveis que conheça bem – Como é difícil saber-se com detalhes os acabamentos de todas as marcas, em todos os anos de fabricação, é conveniente que cada clube possua avaliadores especializados em determinadas marcas ou décadas. Também é interessante conhecer antecipadamente o veículo que será avaliado, pois isto permitirá uma consulta prévia aos manuais. Os avaliadores às vezes encontram dificuldades em avaliar algumas marcas, principalmente as de modelo mais raro. Esta razão faz com que faltem fontes de referência que comprovem ou não a originalidade do veículo.
3 – MARCAR DIA E LOCAL COMBINADOS
Concentrar os trabalhos em um único dia e solicitar o funcionamento do veículo, bem como analisar funcionamento de freios, etc. A FBVA sugere que o tempo entre o pedido do C.O. e a entrega à FBVA não ultrapasse 15 dias. O automóvel a ser vistoria não deve apenas “parecer” estar em pleno funcionamento. Ele deve efetivamente “estar” em perfeito funcionamento. Quanto aos avaliadores, o mínimo de três avaliadores será exigido para a avaliação, porém, a assinatura será feita por apenas duas pessoas, o Presidente do Clube e o especialista escolhido para a avaliação do mesmo. A FBVA recomenda que uma junta faça a avaliação, mas na prática nem sempre isso acontece. Como diz o dito popular, duas cabeças pensam melhor que uma. A troca de idéias traz como resultado uma avaliação mais isenta e criteriosa.
4 – GRADUAÇÃO NA PONTUAÇÃO
A pontuação máxima deverá ser dada ao item que seja original (ou de reposição semelhante ao original) em perfeito estado. Não se pontuará aquele item alterado grosseiramente. Situações intermediárias levarão a pontuação entre os valores máximo e mínimo.No item cores, serão excluídas as cores diferentes e analisar-se-á apenas a diferença de tonalidade destas em comparação com a cor básica original. Digamos que originalmente o estofado de seu carro antigo seja forrado com um tipo especial de tecido, fabricado na época especialmente para aquela marca. No momento da restauração foi impossível encontrar um novo tecido que seguisse exatamente a padronagem original. A solução é refazer o estofado com um material o mais similar possível. Os avaliadores levam isso em consideração, pois sabem que o material original não existe mais. O que não se pode é restaurar totalmente fora do padrão.
5 – CAPOTAS
Aqui serão analisados os conversíveis e os veículos com teto de vinil. Para os conversíveis, analisar a cor, o tipo de tecido, as costuras, o desenho das costuras, a posição da armação das ferragens e seu funcionamento,. Os demais modelos que não se enquadrarem nessas categorias deverão receber a totalidade de pontos deste quesito. Um excelente exemplo de veículo com teto de vinil é o Ford Landau. Ele possui duas costuras paralelas por toda a extensão do teto. A ausência desta costura no vinil restaurado, por exemplo, tira pontos, por mais perfeito que seja o trabalho.
6 – ORIGINAIS E RESTAURADOS
Na identificação do veículo, marcar se é original ou restaurado – Os carros originais, sem restauração e em excelente estado de conservação, poderão ser avaliados com menos rigor em itens que se deterioram com o tempo. Dois carros iguais. Mesma marca, mesmo ano. Um nunca foi restaurado. Apresenta a pintura um pouco gasta e fosca e alguns pontos de ferrugem nos para choques, que são ainda os de fábrica. O outro acaba de ser restaurado. Recebeu nova pintura e cromados. No item “estado de conservação” a avaliação do segundo será muito mais rigorosa. A pintura deverá estar bem feita, sem manchas, brilhante, com perfeito polimento. Os cromados deverão estar realmente novos, sem embaçados, descascados ou sinais de ferrugem. Mas atenção: uma coisa é “desgaste pelo tempo” a outra é “mal estado de conservação”.
7 – DÚVIDAS
Deverão ser esclarecidas com o Diretor Regional da FBVA, que consultará especialistas na área em questão. Caberá aos Clubes filiados orientar os associados a respeito dos itens avaliados, quais itens são excludentes, etc.
Antes de fazer uma avaliação “pra valer” é interessante conversar com o pessoal do clube para saber que impressão que eles têm sobre seu carro. Você pode receber valiosas dicas de detalhes importantes a serem corrigidos.
8 – VEÍCULO NOTA 100
Os critérios da FBVA dificultam a obtenção dos 100 pontos, devendo a nota máxima ser reservada a excelentes restaurações, que sigam rigorosamente os padrões de originalidade (cuidado com as restaurações acima dos padrões de originalidade). Todavia os novos critérios não impedem a obtenção do C.O., que é conseguido com pelo menos 80 pontos.
São consideradas “restaurações acima dos padrões de originalidade” aquelas em que são empregados materiais superiores aos originais. Por exemplo: seu carro antigo saiu de fábrica com estofados forrados com courvim e na hora da restauração você segue o padrão original, mas utiliza couro.
9 – VALOR DA AVALIAÇÃO
A FBVA sugere que um processo de placa preta tenha o valor máximo de R$ 120,00 dos quais R$ 40,00 será destinado à Federação para custos operacionais e o restante ao Clube. O valor é apenas uma sugestão, podendo o clube cobrar o que achar melhor, desde que reserve a parcela destinada à FBVA.
Existem clubes não filiados à Federação Brasileira de Veículos Antigos que são credenciados pelo Denatran a emitir Certificado de Originalidade. Os valores acima não se aplicam a esses clubes, mas apenas aos chamados “Federados”.
10 – ACESSÓRIOS E OPCIONAIS
Serão permitidos apenas acessórios originais de época ou opcionais de fábrica, desde que apropriados para o modelo em questão e que estes não façam parte do rol de itens excludentes.
Os acessórios não necessitam obrigatoriamente ter sido fabricados no passado. Podem ser novos, mas seguir exatamente o padrão da época. É o caso, por exemplo, das faixas brancas para pneus, que se mantêm inalteradas, sendo ainda hoje fabricadas.
DOCUMENTAÇÃO
1 – O Documento do veículo (CRV) que será avaliado, deverá estar já registrado em nome do sócio do Clube. Serão aceitos casos onde o titular seja o cônjuge ou parentes em grau de ascendência com o sócio e, para veículos registrados em nome de pessoa jurídica, o sócio do Clube deverá ser pelo menos o sócio-gerente da empresa também. Serão tolerados casos de nova aquisição, onde o nome do associado deverá constar inscrito no recibo de venda do veículo.
2 – O C.O. emitido pela FBVA em conjunto com os clubes membros, pertence ao carro e não ao proprietário do carro. Assim, é um documento que acompanhará o CRV (documentos) nos casos de venda do veículo, ou vendas. Neste caso, conforme o termo de responsabilidade assinado pelo proprietário no processo de placa preta, a FBVA e o Clube responsável pelo certificado do mesmo, deverão ser informados sobre a mudança de proprietário. O novo dono deverá também ser associado a um clube membro da FBVA, pois, se não o for, o C.O. deverá ser cancelado pelo Clube vistoriador, por ofício ao Ciretran/Detran com cópia à FBVA que por sua vez oficiará ao Denatran confirmando o seu cancelamento. A FBVA e clubes associados tornam-se responsáveis por um C.O. ao emiti-lo, e assim, deverão manter estreita vigilância e observação sobre o veículo portador. Face a isso, a mesma responsabilidade que assumirão ao emitir o C.O. lhes autorizará cancelá-lo perante as autoridades, sempre que alguma norma for desrespeitada ou o automóvel beneficiário desapareça de seus quadros. Isso valerá aos autos vendidos ou aos sócios que deixarem de pertencer aos clubes. Veículos com Placas Pretas deverão ser mantidos no mesmo estado de conservação e não poderão de forma alguma ter suas características modificadas após receberem as novas placas. Alguns proprietários, valendo-se do famoso “jeitinho brasileiro” modificam automóveis com Placas Pretas. Uma prática abominável, que além de ilegal é imoral!
3 – No processo de avaliação não mais será obrigatório constar o item R.G. nos espaços referentes aos dados do proprietário.
PLANILHA DE PONTUAÇÃO
EQUIPAMENTOS OBRIGATÓRIOS:
Como o próprio nome indica, a falta de qualquer desses itens impedirá a avaliação. Deverão ser verificados os itens pertinentes a cada modelo ou época do veículo. Serão exigidos os que equipavam o auto em análise, quando de sua fabricação, em perfeito funcionamento.
Mecânica (31 pontos). Bloco do Motor / Coletores (10 pontos): Atribuir unicamente ao automóvel que estiver com motor original, em prefeito estado, inclusive de apresentação, cor correta, limpeza, etc. Ou o motor é original ou não. As exceções que cada avaliador poderá aceitar ou não serão decididas em função da qualidade do próprio veículo ou sua raridade e julgada em separado pela Comissão FBVA.
O motor não original poderá gerar duas situações distintas:
a) desclassificar o automóvel, impedindo sua avaliação, se for inadequado, como de épocas e cilindradas diferentes, de outras marcas, etc. Ex: Ford modelo “T” com motor do modelo “A”; Chevrolet Impala com motor de Corvette; Morris Oxford com motor de Chevette, etc…
b) Permitir a avaliação, perdendo o total de pontos correspondentes, recebendo 0 (zero). Ex: Chevrolet Bel Air 1955 6 cil. Com motor V8 que saiu também no Bel Air 55. Fusca 1200cc utilizando o 1300cc será permitido, mas os pontos serão “zero”. Motor do Fusca 1200cc alterado para 1500cc, será item desclassificatório.
Carburador/Filtro de ar (3 pontos): Cada peça tem valor de 1,5 pontos. Carburador correto e filtro de ar não, ou vice-versa, pontuar com a metade (1,5).
Distribuidor/Cabos de velas: (3 pontos): Não serão aceitos cabos de velas coloridos se não originais, de alta voltagem, tampas de distribuidor transparentes, etc.
NÃO HÁ PONTUAÇÃO INTERMEDIÁRIA: (ou 3 pontos ou zero)
Caixa de Câmbio/Diferencial (2 pontos): Só para conjuntos originais. Carros automáticos ou flid-drive transformados em mecânicos (ou o contrário), caixas over-drive suplementares quando não acessórios de época, perderão os dois pontos.
SEM PONTUAÇÃO INTERMEDIÁRIA: (ou 2 pontos ou zero)
Amortecedores/Elementos Essenciais (2 pontos): Deverão ser os corretos do carro. Autos com amortecedores de “bracinho” substituídos por “garrafa”; a ausência de amortecedores; amortecedores a gás ou ar comprimido quando não existiam, etc, zerar pontos.
SEM PONTUAÇÃO INTERMEDIÁRIA: (ou 2 pontos ou zero)
Rodas (5 pontos): Só originais. Deverá ser verificado o estado das mesmas; só aceitar rodas esportivas que forem opcionais de fábrica, na época. Exigir rodas perfeitas e bem pintadas.
COM PONTUAÇÃO INTERMEDIÁRIA: (considerando a aparência e estado de conservação)
Pneumáticos (2 pontos): As medidas deverão ser corretas; o tipo (radial, Wide-Oval, ou diagonal, etc) idem. O estado de segurança deverá ser observado. Ex: em um Chevrolet 1947 os pneus deverão ser 600×16 ou 650×16; no Impala 1961, 700×14 – 750×14 ou 800×14, sempre diagonais. Não aceitar pneus radiais onde o equipamento original era de pneus diagonais. Poderão ser aceitos ajustes em alguns poucos carros europeus cujas medidas intermediárias já não são mais fabricadas, como alguns modelos Citroén, Alfa-Romeo, etc. Faixas brancas não serão exigidas, pois eram opcionais.
COM PONTUAÇÃO INTERMEDIÁRIA: (vai de 0 a 2 pontos)
Freios (4 pontos): só para os sistemas originais. Freios a disco ou hidrovácuo quando não os havia; substituição de travão por sistema hidráulico, etc. zerar pontos.
SEM PONTUAÇÃO INTERMEDIÁRIA: (ou 4 pontos ou zero)
Parte Elétrica (10 pontos), Voltagem (03 pontos): unicamente para voltagem original. Se modificada, zerar ponto.
SEM INTERMEDIÁRIA: (ou 3 pontos ou zero)
Dínamo/Alternador (03 pontos): só para o sistema original. Se substituído o dínamo por alternador ou alternador por outro que não o do carro, independentemente da voltagem, zerar a pontuação. Assim, por exemplo, o automóvel que passou de 6 para 12 volts e houve a substituição do dínamo por alternador, perderá 6 pontos (3 da voltagem + 3 do alternador), não perdendo mais nenhum ponto por lâmpadas, motor de arranque, bobina, etc… Em casos de troca de voltagem mas com permanência do dínamo (substituição do dínamo de 6 volts por um outro dínamo de 12 volts da mesma marca) será considerada a pontuação intermediária.
COM PONTUAÇÃO INTERMEDIÁRIA: (de 3 pontos até zero, considerando a mudança de voltagem mas a não troca de dínamo por alternador)
Instalação Elétrica (02 pontos): Deverão ser verificados a qualidade e o estado da fiação, sem emendas desnecessárias com fita isolante, etc, sua correta posição na parede de fogo, terminais adequados, etc..
COM INTERMEDIÁRIA: (de zero até 2 pontos)
Bobina/Magneto (02 pontos): Deverão ser idênticas às originais, não sendo aceitas bobinas especiais de alta performance, coloridas, etc..
COM PONTUAÇAO INTERMEDIÁRIA: (de zero até 2 pontos)
Parte Externa do Veículo (38 pontos), Pintura (08 pontos): as cores e o esquema de pintura deverão ser os originais da época. Não serão aceitas cores que definitivamente não se aplicavam ao modelo em exame, carros maquiados com faixas ou semelhanças características de determinado modelo só serão aceitos no modelo original. A pintura deverá estar em bom estado, sem manchas de retoques ou outras. A cor correta do motor deverá ser também avaliada. Quanto mais original e antiga (sem restauração) mais será tolerado o desgaste.
COM PONTUAÇAO INTERMEDIÁRIA: (de zero até 8 pontos, porém, cuidadosamente avaliada)
Carroceria (05 pontos): Perfeição na funilaria, alinhamento de lataria e partes móveis, etc. Não deverão ser aceitos autos grosseiramente lanternados, com partes deformadas, etc.
COM PONTUAÇAO INTERMEDIÁRIA: (de zero até 5 pontos)
Cromados, Frisos e Adornos (05 pontos): Deverão ser observados a qualidade e estado das partes cromadas: não deverão ser aceitas partes muito enferrujadas, cromados descascando ou mesmo disfarçados com tinta metálica. Ao avaliar-se este item, deverão ser verificados também se eram adequados ao carro em análise os adornos, frisos, espelhos exteriores, etc.
COM PONTUAÇAO INTERMEDIÁRIA: (de zero até 5 pontos)
Pára-Choques (05 pontos): Dever-se-á verificar se são os corretos do carro, bem como suas garras e protetores. O aspecto cromeação já foi analisado no item anterior.
COM PONTUAÇAO INTERMEDIÁRIA: (de zero até 5 pontos)
Calotas (03 pontos): Só serão aceitas as originais do carro. Deverá ser avaliado seu estado de conservação. Se não forem as calotas corretas, a pontuação deverá ser zerada.
COM PONTUAÇAO INTERMEDIÁRIA: (de 0 até 3 pontos)
Faróis/Lanternas (05 pontos): Deverá ser verificado se são os originais e em que estado se encontram. Ex. Não deverão ser aceitos faróis selados em Ford 29; faróis de lâmpadas onde o original deveria ser Sealed-Bean, etc. Faróis auxiliares, considerados acessórios de época, serão avaliados no item adornos.
COM PONTUAÇAO INTERMEDIÁRIA: (de 0 até 5 pontos)
Vidros (02 pontos): Deverão estar em bom estado de apresentação e segurança. Não poderão estar quebrados, rachados ou muito riscados, principalmente sulcados por limpadores de pára-brisa.
COM PONTUAÇAO INTERMEDIÁRIA: (de 0 até 2 pontos)
Capotas (05 pontos): Neste item serão avaliados duas situações distintas, para carros conversíveis e veículos com teto de vinil:
a- Conversíveis: Deverá ser verificada correção do desenho, armação, cajados, fixação, tipo de tecido ou plástico usado, costura correta, funcionamento do mecanismo e estado de conservação.
b- Teto de Vinil: Deverá ser analisado se o vinil do teto é original ou do mesmo tecido e estampa, analisados a cor, estado de conservação e a posição correta das costuras.
COM PONTUAÇAO INTERMEDIÁRIA: (de 0 até 5 pontos. Carros não conversíveis e que não possuem o
teto de vinil, somar os 5 pontos).
Caçambas (05 pontos): Item exclusivo para pick-ups (veículos que não possuem caçamba adicionar os 5 pontos), Deverão ser analisadas as condições do assoalho, originalidade dos mesmos, a correta posição das dobras da lata, o material dos pára-lama, a posição correta da placa traseira, etc..
COM PONTUAÇAO INTERMEDIÁRIA: (de 0 até 5 pontos)
Parte Interna do Veículo (21 pontos), Painel (06 pontos): Parte muito importante. Deverá conter, e somente conter, todos os relógios e instrumentos de origem, em bom estado e com boa grafia, o rádio (quando houver) nos lugares corretos (serão tolerados relógios adicionais de temperatura “termostato” desde que escondidos da visibilidade do painel). Painéis em cores extravagantes que destoem do conjunto harmonioso do painel, serão considerados item excludente. Rádios modernos serão aceitos desde que escondidos, afinal, o proprietário também tem o direito de visar o prazer ao dirigir o seu antigo.
COM PONTUAÇÃO INTERMEDIÁRIA: (de 0 até 6 pontos, porém, cuidadosamente avaliada)
Estofamento (06 pontos): somente para os originais, refeitos ou substituídos no desenho e com materiais idênticos aos originais. Poderão ser tolerados sinais de desgaste quando o estofamento for o original do carro.
COM PONTUAÇÃO INTERMEDIÁRIA: (de 0 até 6 pontos)
Volante e Aro da Buzina (3 pontos): somente para os originais e em bom estado. Não sendo o original, a pontuação deverá ser zerada.
COM PONTUAÇÃO INTERMEDIÁRIA: (de 0 até 3 pontos)
Forração do Assoalho, Tapetes e Carpetes (02 pontos): somente para os originais, refeitos ou substituídos no desenho, na cor e com materiais idênticos aos originais.
SEM PONTUAÇÃO INTERMEDIÁRIA
Maçanetas (06 pontos): somente para os originais ou idênticos aos originais.
SEM PONTUAÇÃO INTERMEDIÁRIA
Porta Malas (02 pontos): somente para os originais ou idênticos aos originais.
SEM PONTUAÇÃO INTERMEDIÁRIA |